quinta-feira, 24 de março de 2016

Seca

Que aridez era a tua, mulher?
Sentada à beira da porta,
prendendo a passagem
entre a calcinha -
apertava os cravos.

Patricia Porto

Catavento

A palavra que chegava do vento
não trazia nenhuma história,
nenhum papel.

Ouvido aberto pra longe
só escutei o vidro espatifando.
Onde eu estive nos últimos anos?
Coração era uma terra tão doída
que amor não criava chão.
Criava tempo, palavra de tempestade
que não acolhe. Esmaga.

Patricia Porto

HOJE


O que está morto não tem tempo.
Do passado nada se pode desfazer,
_ porque é o presente vivo,
pulsando,
que ferve em tuas mãos.

Pega da tua pressa habitual
o que te cabe de utopia
e segue com o que será futuro
somente hoje -
girando as horas.


Patricia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Sobre Pétalas e Preces
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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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