quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Maquinagem

Alex Webb



essa maquinagem se desfazendo

a chuva trazendo a cheia, fluxo de sangue,
as toalhinhas lavadas

o tempo das janelas
moringa a água fresca

mal posso esperar para ver crescer sem espinhos,

para ver as engrenagens deste rosto de novo,
uma maquinagem de expectativas
mnemônicas

o seu lugar um átimo,
o fio terra de avó,
a língua incrustada na pedra

tem dias de fazer dó
e outros que se anda ao meio

dias de esquiços de aves
e de nunca mais limpar os canos
das máquinas


Patricia Porto