quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encontrando Bouvard

Cabeça e Aranha, Miró

A diáspora e a espada se encontram.
Terra que ninguém pisa é a cabeça.
A cadeira vazia forja a fragilidade do grão.
Dar sentido ao futuro? Quem poderá?
Coração na boca
nada suspende ou irrompe,
nada consegue não orquestrar sua queda.
Nada contém o salto, que é em-si.
O suspense está na corda bamba,
o coração um equilibrista - cai não cai,
rufam bambos os tambores, bambas as pernas,
laços entre os pés sem rede,
a corda ruída, sabotada
- e o salto de quem ama é mortal.

Patrícia Porto