quarta-feira, 18 de março de 2015

Da aurora

nenhuma vírgula além da Aurora Boreal.
Ser essa mulher na muda é underground,
uns lilases, essas transparências inexatas,
sílabas em ressonância...

Na caixa acústica do verso
o tempo se veste de oblíquo.
E o vasto ergue um templo de sons, sins,
não desconfio.

Patrícia Porto