sábado, 17 de janeiro de 2015

Limite

Tesouras, Teo Adorno


A palavra e a carne.
Fazer poesia do limite
dói na carne.
Mas são efeitos dessas sincronias.
Eu juro que tentei delicadezas,
mas a carne é dura, não sinfoniza.

Fantasmas e sombras abraçam em festa.
Amores e bagagens para as outras foram.

As mortas do lago gemem com seus próprios dedos
e pulsam o poema como fosse o último.
Não anunciam, fazem a fuga.

E fogem.

Precisei comprar uma máquina de escrever
para ressentir bastante, bater forte nas teclas,
teclar-me junto a um rio, à uma floresta
noutro dínamo,
noutra lógica,
uma lógica de tesoura
- mas era outro o poema.

Patrícia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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