quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Texto




A aranha sabe.
A teia não faz cadeado.
A aranha na forma
diz forma
por uma lua que prateia
no sentido que a diz persa.

Tapete de texturas,
mandalas,
pele, língua,
significâncias
- signos, sílabas,
volume, dialetos,
muitas em uma,
uma em todas
- luxúrias do tecido.

Patrícia Porto

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

...



Esse corpo
de amor...
Desintegrado.

Dente de Leão
pego de surpresa - uma caça,
partido em mil pedaços.

Entregues ao vento,
ambos desorientados,
diminuto tormento.

Chorando quietinho
Cada qual, um caminho,
cada qual, sem lugar, um lugar.
Cada um, sem amar.


Felipe Machado

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lírica

Peter Przybille


Foi um simples poemeto de amor no papel, singelezas.
Eu que queria estrelas, luas, festas de luz...um amor.
Levei meus olhos e sim, lavei meu corpo, minhas coxas...
Inteira de meus sentidos partilhados, cacos e poentes deixei.
Passei ao lado dele, tão antecipada, perfumada de flores,
Esquecida, terra nômade, a nua despejando solos, itinerários. E era uma sinfonia. Não o vi.

Patrícia Porto

Agulhas

Mick Lindberg



Para o livre
a palavra é galope
na garganta desfixada.

Se o teto é pouco,
melhor a viagem,
o teto da estrela,
a boca do céu.

Hologramas e imagens
- ecos - de imaginação:
raros (restos) mortais
do ar(bítrio)
- são esses rumores mundanos
- mostrando nossa face-à- face
- gentilmente -
às margens.
.


Patrícia Porto

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cantiga para Ânima


David Galstyan


Os dias que não te vejo a cama arde.
Os dias dos aflitos, dos famintos, dos mortos
são os meus dias de pertencer.
Eu me embriago de luas.
Quando tudo é o entorno visto uma saia de dedos,
refém do que em mim obscenas.
Quem sabe...
Sou esse cão ao teu lado.
E ainda ardo febril.
Sou a que coleta os ossos
e à tarde sou caminho.
Viajo trilhas cansando do amor,
debruçada nos troncos,
esquecendo meus companheiros.
A pedra é minha amiga,
nela encosto minha alma,
minha dispersão.
Sem lar, anônima,
me abasteço de histórias outras,
me alimento de antigos,
dou voz aos lobos,
minha língua aos morcegos.
E minha cama arde.


Patrícia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos
Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Sobre Pétalas e Preces
Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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