sábado, 20 de dezembro de 2014

Mais pesado que o ar

Alina Sibera 


Um cão late para o meu silêncio.
Nenhuma aventura extrema antecede o que vejo do espelho,
nenhum volume é tão alto, tão extremoso
que o de confundir a própria identidade
e ao confundir-se com o algoz,
amar o bruto do sentido
e tentar alcançar as folhas  
à revoada.

Patrícia Porto