segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A gramática.

Matjaz Krivic



A língua, coitada, foi levada pro abate.
De lá a cortaram em mil, milhões de partículas,
subdividida, ficou lá acesa como centelhas e lanternas pelo mundo.
Em cada canto novo, agora pequena em fragmento,
a língua criava uma nova calda.
De lagartixa ou chocolate. Da preverência do falês. 
Mas não necessariamente nessa desordem.


Patrícia Porto