domingo, 14 de setembro de 2014

o louco, as margens, a linguagem



Alain Laboile


a alma do louco 
nunca colabora
ele ador-mece na rua
comendo do breu
é fantasma na cidade grande,
mega, megalomaníaca, ninfeta ninfa,
ninfomaníaca
A cidade parece falsa como uma nota de três
três na cruz,
três na santa família
A cidade sabe do louco
o estado de composição

o louco não responde
ele desafina
acelera
rompe
esquizoideando a palavra
signa, significado amplo
ressonância na caixa
peitoral
malabarismo da linguagem
o louco exemplifica


PatriciaPorto