terça-feira, 9 de setembro de 2014

AVE!

VIVIAN MAIER (1956)



Minha avó fazia brevidades,
Tão bonito esse ofício da mulher de comer a maçã.
A equilibrista feita de coragens, sem contradições,
cheia de olhares por todos os lados,
ilha velha de ancoragens e agonias.

As aves estão no céu
vivendo essas simplicidades.
Eu comendo brevidades
nesses pratos de tão rasa e promíscua liberdade.



PatPorto