sábado, 23 de agosto de 2014

poeta de outros





O outro que me visitou hoje
era esse outro que mora e morre comigo.
Vou abrir esse abrigo para o hóspede...
Sou dono desse hospício,
poeta movendo doído
o punho da dor:
ardendo
nEle
souinterno 
enfermo
- poemaéêxtase
impermanente.

Patrícia Porto