quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O atrito: entre espaços e muros na rapsódia da vida

Nicolas Bruno


Mente, vai!
Afinal foste feito para não dar certo.
Para morrer de medo e pavor, e também sangrar!

Mas ainda assim, loucamente sonhas e amas
e acreditas nalguma liberdade.
Vazio e cheio.
Cheio e vazio.
Fraco e não fundo.
Desejo de ir e ficar
feito rio e leito de rio.
Exangue.


Patricia Porto