segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Janelas (I)

Victoria Selbach


Que solidão a tua e que noite de reincidências!
Abro a janela e o faço às duras penas.
Por que tão antecipada é a hora trágica e extemporânea?
Abro a janela com afinco lúgubre.
A janela é meu desespero de abertura.
Vou pé ante pé... Em reciprocidade com o desejo.
Não quero mais cadeados de monotonia, monologia...
Antes o que não sei, mas essa concepção de Deus em insistência...
A janela é onipotência, aberta feito um Deus, escancarada!
Ainda duvido da síntese.
E não abro mão.

Patrícia Porto