sexta-feira, 25 de julho de 2014

Entrei!





Essa porta eu inventei
Eu abri com minhas próprias mãos,
às vezes com os punhos cerrados 
Não me arrependo do caminho,
eu também estava perdida
Fui violenta. Fui mártir. Mas, sobre tudo, fui doida
A doida que inventa portas onde nada mesmo
foi construído pra ela

Patricia Porto