segunda-feira, 7 de julho de 2014

Desvio para o vermelho




A neve que eu nunca vi, no espelho
O frio explodindo na rua de tantas friezas
Meu deslocamento, amor, fez-se tão veloz
Eu travei espaços pra dizer, eu senti demais

Dancei tão sozinha e pra desvendar o quanto doeu
vim pra te dizer que esse corpo é meu,
desviado pro vermelho intenso
Intento não querer mais saber desses outros seus

Vou dançar no fim sobre o seu cinismo sempre tão fugaz
Eu nem sei dizer, a porta fechou, não por merecer,
antes desse alguém sair, abrir - para me abraçar.


Patrícia Porto