sexta-feira, 23 de maio de 2014

Dois



Duas festas, dois irmãos, dois rios
São estrelas, estrelas nas mãos,
duas sentenças, dois acordos de mar e armadilhas...
são fogos e artifícios queimando, rompendo os vergalhões
Baía de São Sebastião, noite de lua, noite de viração
Dois viras, dois barcos, duas argolas, dois timoneiros sem direção
Derivas, docas, distopias, donos desse esteio marinho, vão, espumam...
Dois segredos, duas fontes, duas dores, duas noites para meu sangue
se desviar no teu... devagar, divagar é bom...dois trôpegos, dois assassinos
de ficção
Dois trens, uma bifurcação
Dois fatos, nenhuma verdade
Dois de duas doses de pretensão...
Dois, dublê de sonho, duplo sentido, dobrando o cabo,
harpando a rima, dando bobeira, vestindo ensaios
dois corações.

Patrícia Porto