sábado, 3 de maio de 2014

Barbárie

John Coplans – Lucienne, 1980


O relógio deixou a cidade fria

 Dando cordas

Comeu nossos olhos pequenos

comeu nossas pernas de andar

Manchas no tapete

não se limpam só com as mãos

Poemas foram acusados de transgressão
por obviedades clandestinas, alucinações vibrantes 

Marchas

 vão a gatilho
obscurantismo de engrenagens
desse maquinário
e monstruário
húmus
 humano


Patrícia Porto