terça-feira, 8 de abril de 2014

Tempo de desarmar as minas



O tempo passa e é passarada.
Os poros,a nova pele,
não dorme a derme.
O tempo é e são meus pelos crescidos.
Tenho pelos brancos que me crescem em novidade,
mas minha natureza é velha.

Água mole em pedra dura
o tempo é o medonho e o poroso.
A pororoca dos dedos,
só toca em gente antiga
e não dá conta do Amor todo encharcado.
Sem echarpe, meu Amor só sabe do charco, é tempo sujinho.
Tem chagas no corpo de punções da Alma  
Deu pra beber águas de chá balsâmico.
Dizem que endoidece de leve, morosamente,
                                       mas se me lembro

ele já era doidinho o errado. 
Tempo doído lá fora.
Aqui dentro? Só desarmamos as minas.

Patrícia Porto