quarta-feira, 19 de março de 2014

Todos somos Cláudia.

Cláudia, Marcelo Mesquita 

Por que o céu é azul e a notícia nos trai?
  
Por que há o lobo do homem? O lobo na porta de trás?

Eu tive um sonho. Um sonho de pão.

E por qual fatia de abandono se reinventa esse sonho?

Nosso sonho vivo está nesta cabeceira da mesa?

Um sopro na nunca, um soco no peito, um sonho arrastado,

um dia de trevas, sinistros.

"Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas..."

Mas meu Anjo da guarda caiu, vítima de objeto perfurante.

Sonhos adiados, morte dilacerada, pão e corpo,
vida estendida no asfalto, no chão das esperanças adiadas.

Um sonho, um sonho de criança. Um sonho de identidade. 

     E o pão, mamãe, por que demora? 


"O Haiti é aqui."
Caetano e Gil