segunda-feira, 10 de março de 2014

Sem Ar


Ozias Filho

Se de dia
em mim morres,
uma vontade seca, surda de palavra,
tranco no quarto
a mil chaves
o traço mal feito
no papel que sobra
da rigidez do espaço.
É tempo?
Escorre, me sangra, se desata.

Colo mosaicos anêmicos,
soltos na arte
sempre menor, minúscula,
a previsível e reveladora
do meu sem-lugar.



Patrícia Porto