terça-feira, 11 de março de 2014

RESGUARDO

 


O ar silencia infinitos
e os olhos não se definem
da dor que os absorve -  tão dentro de si.
Resguardo corações que calam,
buscando palavras
necessariamente proveitosas
para continuarem unidos
nessa amizade
de flores e pedras,
de medos e esperas,
de caminhada
e fins inexistentes.

Patrícia Porto