quarta-feira, 12 de março de 2014

COMOSE


Olhos de David

A poesia 
entre a maior e a menor redondilha,
entre o axioma e o enigma,
entre a esgrima e a falta de pão.
O nada vestido de oblíqua coesão
de tudo - comoção.
Bendita, oh, maldita!
Maquinista de um trem
assombrado de outros, anacronista.
Comose. Como ser?

Patrícia Porto