domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sem Sinal

Lutz Dille, Transfixed, 1959

Procuro sinais
do tempo
onde o sangue acabou
e escorreu por meus lençóis e trapos.
Onde está você que nunca ficou para fora das margens?
Beira de abismo esfriou. Beira de abismo esquentou.   
A lua não apareceu, o sol não apareceu.
Bandeiras tremulam.
onde estranho sinais que chegam do teu dito avisam.
Minha vontade se antecipa ao abrigo morto,
o  morto dia de teu breve retorno ao Mundo de cá.
E Ampulheta chora e é seca.

Patrícia Porto