domingo, 9 de fevereiro de 2014

noite anciã

António Paixão, Roupa a secar, Terreiro, Portugal, 1950s


Esperando os violinos, a música de hoje,
Envelhecendo nas madeixas do tempo velho.
Dia velho que nasce em meus belos pelos brancos, que susto!
A noite velha, a anciã das minhas horas me servindo chá.
O passa tempo, o realejo me traz essa nova sorte. Ou não será?
Vou deitar vovó. E acordar sei lá. Na nuvem. 
Na nuvem? Única?
Única


Patrícia Porto