terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

GAIA



As mãos sobre o ventre quente, ardendo
Até quando? Até quando Gaia?
Na batida do verso o mais pleno
No todo nada no tudo nada no vosso nada
Ele me deixou molhada a Terra, sou vossa,
sou vossa, são tantas dentro de mim
São minhas também, e dançam borboletas
Tenho vozes brancas e noturnas pra dentro
Elas são frutas da Terra, doces, doçuras da Terra
Elas todas eu, eu e elas, perfumadas, cheirando a palmas
damas da noite, copos de leite, magnólias
minhas mãos sobre o ventre quente, nasci de novo,
nasci de novo contigo, amparada, deixada suja, limpa,
gasta, pura, deixada viva, velha, morta, viva, viva, vida, alma...  
(palmas)

Patricia Porto

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