sábado, 19 de outubro de 2013

So over...



…one woman, one time,
one voice: “sorry, it’s very cold here in my soul”,
te escrevo para lembrar,
até me poupar
do tempo de regar as horas,
do tem pó de fazer café?
o poço do tempo de dormir criança
e acordar adulto in the hell, Din-go bell…

o tempo de pedir abrigo
o tempo de amor de amigo
o tempo do quarto do "sei, sei",
o Rei do hiper bacana
de flores no cabelo,
anos de ins ones
a vestir de pedra e poesia
as meninas portuguesas.

minha doce dose de poeta
e o tempo de perder
o espelho da lua que me espelha um sol...

- a arte é o corpo que atravessou
da nossa partida - a feia,
nossos corpos de linguagens.
Sou tão sensível e odeio!

espinha minha vulva delicada
nossos atos so falhos,
velhos e dementes a trocar as garotas desse tempo
por qualquer demo de música estranha.
Não tememos do verso o abusado e o desbunde.

caóticos, mentes famintas,
desatadores de umbilicais...

Mas antes que eu padeça
de verso acanhado e triste,
te sussurro necessidades amantes,
solando um sol so alone

o que me espreme essa fruta boa
da tua palavra em calda
em duo blues canta: so over...

Patrícia Porto

(Para Vinicius de Moraes)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Primavera de Outubro: O palhaço e a flor.

PALHAÇO preso na Manifestação de 15 de Outubro. Nossa Primavera.  


Vem saber que também da poesia se gera
a aventura sinistra da festa de agir.
Vou acordar desse vasto universo estranho,
do tão fel, do tão corte e tão indiferente
para mostrar no meu corpo à vontade da vida - o que me ascendeu!

Tantos foram os sonhos e os pães dormidos no redemoinho!
Tão pouco foi o moinho pra tanta entranha!
A noite acendeu essa voz que me leva pra Rua. Vai que esse susto não Volta!

Não sou mais um nesse túnel da tela vazia.
Levo nas mãos minha Flor.

Patrícia Porto

Sons

Doppleganger by Valerie Galloway.jpg


Em plena dor da carne
não me toque a delicadeza.
Já estou ficando a sós -
junto desse rio, à margem estreita,
junto desse mar,
que só me trai,
que só me trai...

Tem essa distância ouvindo tudo,
apertando o nó da minha boca.
Tem um som batendo no meu sangue -
ele não é meu,
não é mais o meu.

Sinto o invento da tua lembrança,
não consigo mais sair da carne.
Minha dor na boca dessa angustia -
deixe me esquecer:
tente, tente me esquecer.


Patrícia Porto

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quartografia.

Sarolta Ban

Personagem auto psico grafada...
Vida virada... que é só reverso.
Se o coração é oco a cabeça entoa...
Mas meu coração de poeta é traço no mundo,
porque afinal eu nunca me chamei Raimundo.
Mas se ele me chama: Vem pra festa! Eu não vou...
Quero ficar só de quarto, virada da lua,
consumida de meus bens imprescindíveis:
Amor, poesia e café... 
sede de vida, vampira que assombra,
viagens noturnas ditam minha vida submarina, 
fluindo aqui, ali, em ocasos, casos e versos ocasionais.

Patrícia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos
Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Sobre Pétalas e Preces
Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.
Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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