segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Transparências.

Karen Offutt


O véu que adorna o rosto, o adorno.
O mosquiteiro sobre a cama, o mosquito.
O mundo bem podia ser feito de filó e sofia, 
de sua transparência outra, o outro.

Os chambres de dormir, o diáfano.
As cortinas de banheiro, um som experimental.
O fino algodão que encobre os corpos
para serem levados ao Ganges.

Algo dão,
Algo dão doce, engorda a cheia.

A água de rio corrente... desacorrenta almas e tecidos?

Tãolúcidos nos tornamos. Desejo.
Translúdicos como crianças que acabaram de nascer. Espera.
Transparentes da mesma família humana. Um mito.
Fosso e poço com a sede das águas dos rios,
profundos indo, profanos sendo.

A poesia é uma transaparência do ser
que se desnuda, a derme exposta.

O poeta é um sonhador que transparece feliz.
O fundo é o barrento da alma que se transforma
e transcende o que superficia.

Patrícia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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