segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Poema para a hora que não passa, mas passa.

René le Bègue, Méditation, 1900.


Eu te digo: reza
Reza, que passa

Eu te digo: peça
Peça, que passa.

Eu te digo: entorna o vinho.
Entorna, que passa.

O certo é que passa:
o errado, o vesgo, o refugo,
o corcunda, o esquerdo da tralha
das arquiteturas que gemem humana
e proliferam a faca e o corte do quarto escuro.

O frágil de tudo isso,
o que me quebra por dentro,
a finitude do beijo na morta, o sangue gelado.
O Beijo na morte.

Minha fé, minha menina, minha mãe, mãe de mim,
procissão de angústias entre esses braços que me atrapalham
e sustentam...
   Esse peito negado, arrancando o amor à fórceps.

Passa, passa, passarada voa...

Patrícia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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