terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Beijo.

Gustav Klimt, O beijo.



De quantos silêncios mudos precisamos
para a clara voz do amor
girar docemente ao invés de
gritar rouca
no vão da boca alheia
o desejo de morrer
assim? 

Salivando tuas camadas
Morrendo em tua boca
Nascendo de novo de novo de novo
em tua língua.

Patrícia Porto