quinta-feira, 12 de setembro de 2013

manca das ideias


Imagem: Sophie Blackall

Sou poeta por Ofício e ossos. Não é nenhum sacrifício, embora seja um sacro ofício.
Não entendo a vida sem poesia, esse lugar que me emerge do adulto chato, que nem gosto tanto assim.
A literatura me salvou de muitos atropelos; e de outros não. Por isso preciso conviver com minhas quedas e sou meio ou muito manca das ideias. É que eu disfarço bem pra não levar pedrada de gente que anda correndo com pedra na mão – só para atirar no manco mais próximo.
Todas as outras coisas que faço são também poesia: filhos, amigos, a educação... 
Tem dias que levanto da cama totalmente manca das ideias, precisando de oxigênio poético. Como hoje. 
Patricia Porto