sábado, 21 de setembro de 2013

Do tempo à flor.


................................(a gente sempre acha...)

Dê tempo à flor.
É lá onde se perde
- entre fugas e pés
no corpo
do rio, no-além-grão,
que vai com-pondo-mar-gens...

Lá onde a vida curva,
movi-menta-a-mente
e cura-o-ventre
habita a morte: a lúcida?

A lucidez da louca
é que escapa ao vento
e a enche com agonias tolas
e castra a farsa doida.

Dê tempo à flor.

É lá onde suas águas sujam,
líquida do corpo em espaço
que deixa mãos e pés à mostra,
aguando, sujando os dedos,
desfolhada a alma...

Perdoando os crimes
que não cometeu...

Só planejou.
.............................................
Patricia Porto