terça-feira, 20 de agosto de 2013

Em doses de absurdo.

Denis Buchel


Cansei de ser invisível
onde paredes do teu corpo me comem os olhos,
não me fazem perguntas ou mal duvidam de mim.
Cheguei  cedo ao mistério e sinto muito ser esse farol...
Mas preciso das vitrines de olhos que me vejam da luz
às trevas... e essa minha sombra fria de existir, dela posso até rir.
Quero o toque do Sol curtido, quero da plateia o espetáculo.
Cansei do ser o invisível: sem nome, espécie ou trocadilho...
Sobre o teto, grito: Como são belos os poetas!
Como são belos esses dançarinos que não me deixam morrer de fome,
à margem louca de mim mesma!
Por favor, apaguem a luz dessa escuridão.
Eu não estarei sozinha do outro lado desse espelho,
pois não vou me assustar mais com a minha presença.
Eu ganhei o tal pote do outro, o pote do outro, de ouro, de ouro...
Minha cabeça flutua e estou na praça girando o mundo com meu novo código.
Decifro-me sem ódio, decifro-me sem engasgo, sem as penas, sobras rasas de teu afeto.
Quero todo Amor explícito do amor que sinto exposto!
Toda palavra oculta, todo verso rasgando o tempo morno!
Quero tudo e ainda acho pouco se for de gasto estúpido.
Só aceito tudo! Mais Nada!


Patrícia Porto
 

   

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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