quinta-feira, 18 de julho de 2013

de saliva e sal.


Bruno Barbey ~ Portugal, 1993.

A vida segue.
A boca-esfinge
é seta, um templo,
um tombo d`água
movendo
o moinho
do tempo...

E seguir não sabendo
é tudo que resta;
é como o moço que veste
a capa do mundo,
protegendo a alma
da culpa
e o desejo
da carapuça.

Seque a saliva... Economize o caminho.

Assim, como sempre,
os que vieram antes de ti,
escolhendo palavras
acenando desesperos,
dizendo pregos
ao invés de amor,
e o tudo, verás: es-ca-pa!
vampiriza
por entre os teus dedos
tão sozinhos
de tanto sal...

E aqui estou à beira de tua porta...
A outra.

Patrícia Porto