quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pausa eterna para um amor breve.



Pierre Pellegrini.


Uma gota.
uma gotícula.
Lavei minhas mãos, porque a água é muito viva.
Fui junto remendando no tempo o esboço possível.
Posso dizer sem cansar “olha, estou pronta”.
Mas onde está o anjo da saída?
Quem apagou os meus olhos?
Por que não te vejo mais por fora?
Apenas uma gota, um risco no papel,
um dia abstrato como outro qualquer.
Uma gota... um silêncio improvisado.
Talvez tudo isso acabe logo. 
Ande, me deixe ser hoje - nesse intento -
essa gota que sente.

Patricia Porto