sábado, 25 de maio de 2013

Nouvelle (ou Máscaras)

Marie Cosindas Masks, Boston 1966.


Depois do choro
asas livres do chão
os
      porões, vergalhões, os alçapões
                                              O disparo diz: paro!

As presas às pressas
fazem do desejo um novo abismo para os pés
de vento e vendaval e tempestades de copo
e cólera

Tanta fúria
tanta gula
tantos os subterrâneos!

E o sangue frio
à sangue frio
trata à fórceps
a delicadeza abstrata
daquilo que afeta

não sopra nem vela
o amor nouvelle vague
novelo

Patrícia Porto