quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

amores e apegos.



Andreea Anghel

Com qual matéria fazemos o amor?
Amo-te no impartilhável e desconcertante.
Essa cafonice nossa de querer mais que o possível.
Atrasada dor fina que de tão ultrapassada
vai até ao absurdo das coisas indizíveis.
Meu amor,
sou extremamente falível,
"não sou iluminada".
Sou pessoa em viagens submarinas, esse desafino fora de moda.
E só posso te falar e sentir assim - como eterno enigma no teu corpo
e em minha vida, minha parte, metades...
Então me dispo, desnudo-me com os olhos da espera,
duas chamas.
Com qual matéria fazemos o desejo? A espera?
E o amor?

Patricia Porto