segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A breve história de amor e oceano.

Daniela Kocianova by Manolo Campion for Flair Austria.

O oceano abriu-se...
Nele certa calma ria e um orgulho de fluidez.
As ondas me permitiam explorá-lo
com correntes em declive.
Os oceanos são sempre imensos
com suas velas banhadas de sal.

Temo as sensações de impenetrabilidade, temo a deriva,
pois quisesse mesmo o oceano, esconderia entre os brutos,
a força que engole a leveza e a queda.

O oceano não sabia do meu corpo em aguardo,
não sabia dos marinheiros
ou das mulheres brejeiras na beira da espera
ou da morta sereia dos desassossegos.

Pois se o oceano existia para além da existência
não saberia da minha febre humana.  
Ainda assim me aventurava de inundações,
alagando-me os inteiros, meu istmo 
- à revelia.

Universo de águas sem represas
espumavam, espumavam...
Havia espuma do úmido de mim,
por onde me perdia e prendia,
sempre abarcada ao desconhecido, salgando.
Eu que sempre gostei de brincar de não existir...

Porto Patrícia


Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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