sábado, 15 de dezembro de 2012

Do mirante.


Lukas Kozmus



E você abre a janela e espanta o que foi espanado
da casca.
E aí é possível ter visões de nuvens e cores,
montes que corromperam um tempo
- o indivisível.
E aí você que se diz poeta - abre o mundo feito uma fruta de gomos
e espera que o ar traga a poeira dos sonhos mais lúdicos e loucos
- feito Poesia – essa coisa de criança.
E você escreve sonhos na areia
ou versos que um dia você docemente teve
e esqueceu de acordar.
Por dúvida ou medo. 
Foi-se na espuma
engarrafando o desejo.


Patrícia Porto