segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Do charco.

Imagem© J. Guall
Meu amor disse:
“do charco nasce a flor”.
Charco, meu amor,
chagas do meu corpo doce,
flor violeta do meu sexo bruto,
como da brutalidade nasce o mel
e das violentas sedes da minha alma
nasce o escuro, em poças,
assim como do fim nasce o início,
como das bocas nascem e caem os dentes,
como da vida nasce a mente, a morte
e do tempo nasce o futuro que nos corta
ao meio
a nossa flor idade.

Patricia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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