sábado, 14 de abril de 2012

Casa de Dengo, casa de Dedé.

Imagem: Casa de Dedé, 1973, Patrícia Porto.

Deixei as janelas abertas pro-fundo e pra frente da casa,
pras festas, pros pássaros, pros doidos que andam nas ruas
a escrever poesias insanas, a viver sem regras, pra fora das rotas
invisíveis ao olho nu.
Deixei o tempo de molho, as barbas também,
pari dez vezes o mesmo verso
e me danei a soltar pipas de solidão.
Correndo pela varanda pra dentro do corpo,
saudade da velha, minha velha Dedé,
cadeira de balanço, sol de rachar o quengo,
doce de histórias,
as mais visíveis a ouvido nu.

Patrícia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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