sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A morta.

Imagem: Fotocolagem de Araquém Alcântara.


e a gente sempre acha que é Mario Prata.


A escrita

-  degenera

mata o que de si inventa
pra viver de culpa
ou fere o amor de morte
pra viver demais.

Por isso a casa, casca
- de só construída na escrita.
tão bem se esquece da voz

No branco, vazia.
Não lhe abrem as janelas
e os sorrisos.
Ela, distraída,
sem alfabeto falado,
entra a procurar lampiões,
Tentando um amor artificial.

Nada de mais
nem de menos
Talvez amena
se deixada ao nada,
pequena.

Sem existência pacifica
esvaziada,
esvoaçando
o perdido,
mortinha da silva,
seca
com sal de doer
                        a saliva.