sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A morta.

Imagem: Fotocolagem de Araquém Alcântara.


e a gente sempre acha que é Mario Prata.


A escrita

-  degenera

mata o que de si inventa
pra viver de culpa
ou fere o amor de morte
pra viver demais.

Por isso a casa, casca
- de só construída na escrita.
tão bem se esquece da voz

No branco, vazia.
Não lhe abrem as janelas
e os sorrisos.
Ela, distraída,
sem alfabeto falado,
entra a procurar lampiões,
Tentando um amor artificial.

Nada de mais
nem de menos
Talvez amena
se deixada ao nada,
pequena.

Sem existência pacifica
esvaziada,
esvoaçando
o perdido,
mortinha da silva,
seca
com sal de doer
                        a saliva.

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

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Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

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Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

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Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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