quinta-feira, 24 de maio de 2007

Sobre preces...



Fui humana e fraca,
também fui mesquinha
e violenta no tempo da dor.
Mas me interessei longamente por entregas
e a elas me lancei sem medo, ameaças ou covardia.
Meu sonho é fosco.
E a minha alma é pouca.
rasa como água salobra,
rala como leite fino.
Passei meus dias a viver do verbo
e só a ele revelei o amor
na sua graça e grandiosidade.
Para onde vamos? – perguntou-me.
Não sei, meu bem, mas Deus há de saber.
Eu só sei do quando,
minha vida é fado
nunca foi do tango.