segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Esperando na janela.


(para todos os amores)

Ele disse que vinha.
Arrumei a desordem da vida,
coloquei flores na varanda,
varri velhos fantasmas,
forrei os retratos antigos.

Com um pouco de sorte
ele irá perceber
meu simbolismo,
minha presença
a temperança –
o perfume de colônia
que guardei em vidrinhos.

Com um pouco de sorte
ele vai me sentir
com todos os sentidos
e liberdades.

Para esperá-lo
vou tomar um chá de maçã com canela
- delicadamente,
gole a gole.

Não tenho rima para apressar...
Vou colocar açúcar na janela,
a janela dentro de mim...

Com um pouco sorte
ele pousa,
ele pausa (...)
aqui.


Patrícia Porto