domingo, 4 de dezembro de 2016

POEMA SUJO

Achei que Ribamar acordaria antes. Ficou esperando Dom Sebastião. Agora é transparência, poema sujo, palavra de quitanda, camarão seco, banana podre. Não precisa mais acordar, está entre estrelas. 

FERREIRA GULLAR, 1975, Buenos Aires
Poema sujo

(trecho inicial)

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma? claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu
tua gengiva igual a tua bocetinha que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo (não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti

bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era...
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
perdeu-se na profusão das coisas acontecidas
constelações de alfabeto
noites escritas a giz
pastilhas de aniversário
domingos de futebol
enterros corsos comícios
roleta bilhar baralho
mudou de cara e cabelos mudou de olhos e risos mudou de casa
e de tempo: mas está comigo está
perdido comigo
teu nome
em alguma gaveta

Que importa um nome a esta hora do anoitecer em São Luís
do Maranhão à mesa do jantar sob uma luz de febre entre irmãos
e pais dentro de um enigma?
mas que importa um nome
debaixo deste teto de telhas encardidas vigas à mostra entre
cadeiras e mesa entre uma cristaleira e um armário diante de
garfos e facas e pratos de louças que se quebraram já

um prato de louça ordinária não dura tanto
e as facas se perdem e os garfos
se perdem pela vida caem
pelas falhas do assoalho e vão conviver com ratos
e baratas ou enferrujam no quintal esquecidos entre os pés de erva-cidreira

e as grossas orelhas de hortelã
quanta coisa se perde
nesta vida
Como se perdeu o que eles falavam ali
mastigando
misturando feijão com farinha e nacos de carne assada
e diziam coisas tão reais como a toalha bordada
ou a tosse da tia no quarto
e o clarão do sol morrendo na platibanda em frente à nossa
janela
tão reais que
se apagaram para sempre
Ou não?

Não sei de que tecido é feita minha carne e essa vertigem
que me arrasta por avenidas e vaginas entre cheiros de gás
e mijo a me consumir como um facho-corpo sem chama,
ou dentro de um ônibus
ou no bojo de um Boeing 707 acima do Atlântico
acima do arco-íris
perfeitamente fora
do rigor cronológico
sonhando
Garfos enferrujados facas cegas cadeiras furadas mesas gastas
balcões de quitanda pedras da Rua da Alegria beirais de casas
cobertos de limo muros de musgos palavras ditas à mesa do
jantar,
voais comigo
sobre continentes e mares

E também rastejais comigo
pelos túneis das noites clandestinas
sob o céu constelado do país
entre fulgor e lepra
debaixo de lençóis de lama e de terror
vos esgueirais comigo, mesas velhas,
armários obsoletos gavetas perfumadas de passado,
dobrais comigo as esquinas do susto
e esperais esperais
que o dia venha

E depois de tanto
que importa um nome?
Te cubro de flor, menina, e te dou todos os nomes do mundo:
te chamo aurora
te chamo água
te descubro nas pedras coloridas nas artistas de cinema
nas aparições do sonho

- E esta mulher a tossir dentro de casa!
Como se não bastasse o pouco dinheiro, a lâmpada fraca,
O perfume ordinário, o amor escasso, as goteiras no inverno.
E as formigas brotando aos milhões negras como golfadas de
dentro da parede (como se aquilo fosse a essência da casa)
E todos buscavam

num sorriso num gesto
nas conversas da esquina
no coito em pé na calçada escura do Quartel
no adultério
no roubo
a decifração do enigma

- Que faço entre coisas?
- De que me defendo?

Num cofo de quintal na terra preta cresciam plantas e rosas
(como pode o perfume
nascer assim?)
Da lama à beira das calçadas, da água dos esgotos cresciam
pés de tomate
Nos beirais das casas sobre as telhas cresciam capins
mais verdes que a esperança
(ou o fogo
de teus olhos)

Era a vida a explodir por todas as fendas da cidade
sob as sombras da guerra:
a gestapo a wehrmacht a raf a feb a blitzkrieg
catalinas torpedeamentos a quinta-coulna os fascistas os nazistas os
comunistas o repórter Esso a discussão na quitanda a querosene o
sabão de andiroba o mercado negro o racionamento oblackout as
montanhas de metais velhos o italiano assassinado na Praça João
Lisboa o cheiro de pólvora os canhões alemães troando nas noites de
tempestade por cima da nossa casa. Stalingrado resiste.
Por meu pai que contrabandeava cigarros, por meu primo que passava
rifa, pelo tio que roubava estanho à Estrada de Ferro, por seu Neco
que fazia charutos ordinários, pelo sargento Gonzaga que tomava
tiquira com mel de abelha e trepava com a janela aberta,
pelo meu carneiro manso
por minha cidade azul
pelo Brasil salve salve,
Stalingrado resiste.
A cada nova manhã
nas janelas nas esquinas nas manchetes dos jornais

Mas a poesia não existia ainda.
Plantas. Bichos, Cheiros. Roupas.
Olhos. Braços. Seios. Bocas.
Vidraça verde, jasmim.
Bicicleta no domingo.
Papagaios de papel.
Retreta na praça.
Luto.
Homem morto no mercado
sangue humano nos legumes.
Mundo sem voz, coisa opaca.
Nem Bilac nem Raimundo. Tuba de alto clangor, lira singela?
Nem tuba nem lira grega. Soube depois: fala humana, voz de
gente, barulho escuro do corpo, intercortado de relâmpagos

Do corpo. Mas que é o corpo?
Meu corpo feito de carne e de osso.
Esse osso que não vejo, maxilares, costelas
flexível armação que me sustenta no espaço
que não me deixa desabar como um saco
vazio
que guarda as vísceras todas
funcionando
como retortas e tubos
fazendo o sangue que faz a carne e o pensamento
e as palavras
e as mentiras
e os carinhos mais doces mais sacanas
mais sentidos
para explodir uma galáxia
de leite
no centro de tuas coxas no fundo
de tua noite ávida
cheiros de umbigo e de vagina
graves cheiros indecifráveis
como símbolos
do corpo
do teu corpo do meu corpo
corpo
que pode um sabre rasgar
um caco de vidro
uma navalha
meu corpo cheio de sangue
que o irriga como a um continente
ou um jardim
circulando por meus braços
por meus dedos
enquanto discuto caminho
lembro relembro
meu sangue feito de gases que aspiro
dos céus da cidade estrangeira
com a ajuda dos plátanos
e que pode - por um descuido - esvair-se por meu
pulso
aberto

Meu corpo
que deitado na cama vejo
como um objeto no espaço
que mede 1,70m
e que sou eu: essa coisa deitada
barriga pernas e pés
com cinco dedos cada um (por que
não seis?)
joelhos e tornozelos
para mover-se
sentar-se
levantar-se

meu corpo de 1,70m que é meu tamanho no mundo
meu corpo feito de água
e cinza
que me faz olhar Andrômeda, Sírius, Mercúrio
e me sentir misturado
a toda essa massa de hidrogênio e hélio
que se desintegra e reintegra
sem se saber pra quê

Corpo meu corpo corpo
que tem um nariz assim uma boca
dois olhos
e um certo jeito de sorrir
de falar
que minha mãe identifica como sendo de seu filho
que meu filho identifica
como sendo de seu pai

corpo que se pára de funcionar provoca
um grave acontecimento na família:
sem ele não há José Ribamar Ferreira
não há Ferreira Gullar
e muitas pequenas coisas acontecidas no planeta
estarão esquecidas para sempre

corpo-facho corpo-fátuocorpo-fato

atravessados de cheiros de galinheiros e rato
na quitanda ninho
de rato
cocô de gato
sal azinhavre sapato
brilhantina anel barato
língua no cu na boceta cavalo-de-crista chato
nos pentelhos
com meu corpo-falo
insondável incompreendido
meu cão doméstico meu dono
cheio de flor e de sono
meu corpo-galáxia aberto a tudo cheio
de tudo como um monturo
de trapos sujos latas velhas colchões usados sinfonias
sambas e frevos azuis
de Fra Angelico verdes
de Cézanne
matéria-sonho de Volpi
Mas sobretudo meu
corpo
nordestino
Mais que isso
maranhense
mais que isso
sanluisense
mais que isso
ferreirense
newtoniense
alzirense
meu corpo nascido numa porta-e-janela da Rua dos Prazeres
ao lado de uma padaria sob o signo de Virgo
sob as balas do 24º BC
na revolução de 30

e que desde então segue pulsando como um relógio
num tic tac que não se ouve
(senão quando se cola o ouvido à altura do meu coração)
tic tac tic tac
enquanto vou entre automóveis e ônibus
entre vitrinas de roupas
nas livrarias
nos bares
tic tac tic tac
pulsando há 45 anos
esse coração oculto
pulsando no meio da noite, da neve, da chuva
debaixo da capa, do paletó, da camisa
debaixo da pele, da carne,

combatente clandestino aliado da classe operária
meu coração de menino
......................................................

sábado, 3 de dezembro de 2016

Estamos em falta

Projeto Artístico Olha Lá

por onde veias grossas passam
há um apanhador de sonhos:
em boca fechada não entra poesia!

meninos correndo entre palafitas
onde pulsa vida máquinas não rimam:
em boca fechada não entra poesia!

os sapatos que não sabem do pé a porta
ou sequer da poça de justiça que é puro sangue:
em boca fechada não entra poesia!

os pés juntos, o cheiro de suor úmido à venda, os miolos,
ouvidos são para outros versos, o sexo é outro, seca tua fome:
em boca fechada não entra poesia!

a falta de escola, de ar, de pão e privada,
a galinha e o esterco, o quilo da palavra chão, cruz no asfalto:
em boca fechada não entra poesia!

o corvo na curva, o corpo é de gole, o golpe é cachaça
- dos dias bolorentos são estranhas as mordaças:
em bocha fechada não entra, não sai
não entra
poesia!


Patricia Porto

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

LEITE DE CABRA





mamãe me deu leite de cabra,
não quis dar do peito pro bico continuar durinho

leite de cabra era doce
distante dos meus amargos

mamãe bebia, fumava, dançava até ficar doida
me prendia de castigo num quarto sem janelas
castigo por eu ter aquela cara de marmota
- enjoada que nem devia ter nascido - ela dizia

um dia me chamou de manso: parecia carinho
- pega lá, menina, aquela tesoura
peguei, achei que era gesto pra ficar bonita que nem ela
esse cabelo aqui você gosta? O bafo da bebida me aquecia o rosto
gosto sim, mãezinha. Então passou a tesoura, tão rente do casco
que estremi, cortou a franja, não deixou notícia de menina na cabeça
assim fica melhor, disse entre a fumaça do cigarro
não vai pegar piolho
parece menino, que era o que devia ser

leite de cabra veio quente na boca,
tão doce que aguei

..........................................

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Patricia Porto apresenta o Cabeça de Antígona (Para o Mundo)

                           
                            Em Sobre Pétalas e Preces, a autora mostrou como, da aridez da vida, tecer sutilezas e propor uma doçura possível. No livro seguinte, Diário de Viagem, a poeta desafiou o leitor – impossível encarar aqueles versos como se visitássemos uma exposição ou uma livraria da moda. Neste Cabeça de Antígona, Patrícia Porto, volta à infância como quem encara um inimigo, como quem olha um espelho, como quem perdoa. E parte daí para nos levar por versos como “Tem dias que acordamos com este unicórnio/atravessando a cozinha” ou “Seja uma linha de trem/caminhando entre as cruzes da família” ou ainda “segunda-feira com cheiro/de pesadelo de criança”. É poesia com aquilo que a poesia esqueceu: surpresa, lirismo e urgência. 
(Ricardo Gualda)



O poema abaixo faz parte do livro.


O TERROR

da urina
do cão
dos dias de cimento

segunda-feira com cheiro
de pesadelo da criança

pés descalços em espinhos
mal da flor decepada
um verme escorrendo
sem anjo nenhum
nem peito nem bica

um verso atirado
a arma de meu pai
apontada pro céu
por descuido

carregada

Patricia Porto

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Filogramas


Laura Ferguson


o não feito corpo morto à deriva,
verso de molas à deriva
como um beijo, saliva e sangue,
seio direito à deriva,
eixo norte, sul,
uma asa aberta
em degelo

minhas coxas projetam
imagens fluídas
e estão liquefeitas

no quarto de vestir aparências
uma cela solitária de escolhas livres

o cansaço da viagem machuca os pés,
uns espinhos nos miolos,
porta à deriva do sol
deixa passar a luz que bate

avisto borboletas como insetos,
flácidas de toda cor e algumas tão sépias
que do olho mágico se vê bruxas

a dor que funda é esta, em carne suja:
sem filtro

tenho dó de não pertencer
e se as entendo voando por perto, as mariposas,
não sei se me abro uma janela
ou se morro junto, pulando em mim

Patricia Porto

domingo, 13 de novembro de 2016

Fotograma

Francien Krieg


O frio cortante dos lagos do Chile me faz pensar,
a ilha que afunda em minha terra, bem diante dos meus olhos, também.
A noite chegou com o anúncio dos mortos, cinco meninos eu vi,
mas era notícia batida com roupa e muito sangue misturados à máquina de lavar do tempo.
Fui pra cama lembrando da Laika. A cadela que foi pro espaço. A que orbitava no Sputnik Dois.
Chorei com a história, pois sou sentimental e tenho insônias.
Perguntava ao lago do Chile o porquê da minha sobrevivência,
eu, a fraca de ossos, a feita pra morrer de doença infantil,
a pálida que nasceu sem sorte.
Eu e a cadela Laika sumiremos neste poço fundo
onde todo amor raso desintegra as fêmeas.
Não há um remendo sequer de luz do outro lado que nos encoraje voltar.
Comprei uma árvore de natal de plástico com bolas artificiais.
Penduro bibelôs, notas de resistência, um painel de artifícios com um cartaz em inglês:
Happy Xmas. Minha tristeza é tão profunda quanto os lagos profundos do Chile, os de cobertura de gelo. Não resgato meninos nem cadelas. Sou impotente para me defender. Fraca dos ossos leio Novalis com lâmpada fria e piso em ovos.
Ando nua derrapando, vivo sentindo esse fino das pequenas e invisíveis rachaduras.
Sonho com foguetes e minha escrita requer distorções.
Ando pensando em Laika, vira-lata via láctea,
e a láctea me lembra que só tive mágoa de viver.
O futuro pode ser frio como um lago gelado andino em fotograma
por onde vejo outra cadela, aquela, a que de manhã já está no cio.

Patrícia Porto

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

DESMAME


adrian-waggoner


demorava no banho que precisava ser morno,
o banho de natureza quente, uma arte de apreciar
pelo toque das mãos
os próprios danos
- com quantos flagelos se desfaz um corpo
- ou se recria um corpo?

na ausência de energia deitava em posição fetal no chão do box:
acabei! acabei! há fetos espalhados no chão,
todos me sangram! palavra boa era angústia,
melancolia é uma mala velha que não pode mais viajar

não, ninguém nunca retornou daquele país estrangeiro,
Eco ficou sozinha no escuro:
acabei! acabei!
acabei, mãe!

me olha, porque esse nó nas tripas
é feito desmame, dor de cordão:
berro em toda língua

Patricia Porto

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A gataria

Achiki


A mulher da rua tem gatos amarelos,
a mulher com seus gatos mia
e espera com suas gatomanias
a mulher da hora
que não chega

Ela entrou na chuva
não levou sua capa
- é a mulher dos gatos pretos
que se antecipa de voz,
seu eco é tempo de coar
- é a mulher do gesto

A mulher do grito
chegou com seus gatos cinzas
e malhados
ela é a bruxa de todos os dias
e já andou na própria morte

Gatos na porta, na cama, no cesto,
no imenso balaio da vida

Gatos, gatas, gataria
a mulher que tanto ria
guardou o gato na perna,
coxa esquerda,
e entrou no túnel

O resto é história
- os gatos não mentem
e as mulheres se encontram
onde menos se esperam

Patricia Porto


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Casa Antiga

Sophie Blackall


Toda casa tem um alçapão,
um esconderijo de corpo
e outro vão de vazio pra alma.
Eu que era miúda gostava dos cantinhos.

Toda casa, grande ou pequena, tem uma janela
que um dia teve um passarinho que ninguém viu,
tem um irmão correndo pelo assoalho,
uma água que pinga no peito.

Todas as casas têm esses pingos
e têm gente guardada, pingentes, assovios, leite derramado.
Um Zum Zum Zum, som de pés correndo.
E tem a solidão, goteira que antes anuncia por dentro.

Patricia Porto

sábado, 22 de outubro de 2016

O Parto

Nadia Lee Cohen


Simples como um pássaro
sem hóstias ou horrores,
frequentando desenhos de crianças,
cabanas solitárias, camas de dessolados.
Enquanto um passa por uma fresta, o outro pelo vazio
- são fios de alta tensão num corpo que queima.
Os pássaros comem nas mãos de seus loucos,
os corpos das estátuas presas às cabeças de gesso,
as coxas, o sangue correndo em rios.
Sei que visitam a Praça dos Leões sem abatimento.
Eu, que saiba, nunca comunguei. Eu pequei.
Anônima como a vida que carrego nos ombros,
frágil como a rua inundada por luz,
a história crua sempre permanece essa carne divina em fogo,
sim, de arder, mas o pássaro se alimenta de desvios outros.
Um parto. Um tumulto. Uma coroa, o mesmo corvo.

Patricia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos
Patricia Porto

Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Sobre Pétalas e Preces
Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.
Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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