Patricia Porto

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Professora universitária, poeta e cronista. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

válvula e escape

David Mellon



aço no caos
como parafusos apertando,
sol de agosto é frio na nuca
e bolso vazio

olho para o cão que passeia comigo

dias de dizer sim ouvindo não
como essas imagens de cinema,
as dores de deserto que nos atravessam
são holofotes na casa dos quarenta
- não sei se viverei para contar meus ossos

viajar de corpo
é para os que sabem viver

eu vou amarrando as tirinhas no braço,
calafrio é sem etiqueta,
 a certeza de não sofrer de delírios é que é mais dura

uma canção dizia "quem sabe a gente se esbarra..."
quem sabe por dentro dessas vagas
nesses dias vultos
feito eu, esse fantasma

mas desejo é gentileza,
e gentileza é ter pavio, algum desejo


Patricia Porto

Livramento

Paulis Postazs



Não sou um bicho ordeiro
feito as galinhas de Meruca

- misteriosos eram os galos e as galinhas daquele lugar.

Feito um galo de briga cresci em meio às galinhas,

por isso me tornei um galo,

um galo de briga.

Pescoço duro, eriçado.

O avô, compenetrado, com a mão no queixo.

Misterioso era nascer mulher e galo

entre as galinhas ordeiras de Meruca, a beata.

Reminiscência é onda, água boa de morrer,

argila mole pra fazer o santo da casa

- por fora a crença cura,

por dentro é sempre um deslimite.

Quando um verso molda

outro vem e rói a corda.

O livramento é raso

e a meninice dá rasteira.

Patricia Porto

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Lavanda

Pina


o cheiro crespo tem lavanda
minha roupa crespa
meu teto crespo
meu cabelo crespo tem essa lavanda

eu trocaria qualquer mediocridade instantânea
por um minuto de ideia acesa

o corpo tem essa história secular
com sabor de terra,
perdemos em fascículos

eu trocaria os tambores que estão em cima do armário do quarto
e me deitaria de botas na cama,
a blusa aberta

o tempo tem essa vertigem secular
e eu me mataria por pouco
- tanta poesia vazia nas prateleiras

mas essa lavanda me exala, me exila

Patricia Porto

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Para os nossos dias mais sagrados

Whattaroll


Para os nossos dias mais sagrados

Não vou desistir do poema
Não vou desistir da língua que como
à brasileira]
a brasileira no caldo do trabalho
- o fruto a fluir quente
entre minhas pernas

Água de nós
são flores de narciso
Não vou desistir do ato e cairei de pé!
não vou desistir de escrever no muro o que falo,
não vou desistir da mulher que não quis parir
Da maternidade sei a voz mansa do veneno
como o engasgo que mata suave,
feito o engodo que vive nos braços,
o engodo que chamarás de mulher, mãe e filha

Água de minha língua,
ácida nos olhos da mulher que chora pelo filho postiço,
molhando de desespero a saliva dos agregados,
não vou desistir desse objeto oculto e mítico,
não vou desistir da criança que ficou presa no quarto,
não vou desistir do desejo de partir para longe de toda indiferença,
não vou desistir de escrever as palavras que te furam sem doçura

Saibam, moças de escrita culta,
não vou desistir de esfregar o poema da mulher da rua – na cara do senhor Puntila,
da mulher de língua fácil, da mulher em trânsito, no tumulto de seus contrastes,
quero a língua toda, a medonha, serpente que vai subindo
descendo,
céu & inferno

Não vou desistir de deixar Orfeu

Ela é minha,
minha essa outra
A mãezinha da cantiga está morta.
Restou-me esta aqui: a carnívora

Patricia Porto

domingo, 14 de agosto de 2016

A natimorta



Patricia Piccinini


A natimorta

No espelho uma mulher se desconhece.
A solidão é sempre
útero invertido
- incapaz de gerar uma sociedade.


Patricia Porto

Para o admirador que aplaude a poesia de vitrine.



Posso ver o rosto da mulher que veio antes de mim.
Era uma mulher portuguesa, uma mulher negra, uma mulher índia.
Elas estiveram fazendo sangue na minha história pela raiz.
Posso ver o rosto da mulher que me habitou uma ancestralidade
na minha origem mortificada,
morta aqui como eu estou com meu cigarro apagado nas mãos,

posso ver minha vertigem e não é da natureza,
não é da natureza a herança branca e limpinha,
não é da natureza a zona de conforto de pares justificados,
não é da natureza a verdade de ver
na poesia a bocetinha de ouro,

abri a revista e avistei a mulher branca, bonita, enfeitando as páginas dos poemas,
consagrada por autores brancos,
homenageada por seguidores brancos, ceifadores de matéria prima exótica.
Bebedores de Whisky que compram no freeshop
festejavam a poesia comprada a peso, oferecida como peça de buffet,
poema de grife, esmalte rubro na unha,
poesia vendida para colecionadores brancos
em suas festas brancas,

poesia engraçadinha, poesia da moça da vitrine,
poesia gostosinha, poesia branca,
para homens sebosos, gordurentos brancos.

Posso ver o rato, a curva por onde passa um elefante branco
- desejo me comunicar com eles,
- não são homens os animais incomunicáveis, não são brancos, não consomem poesia de riso fácil.

Mordo meu cigarro. Quero me comunicar com elas, as loucas sem endereço, as incomunicadas,
as putas da minha ancestralidade, as que levaram porrada, as intocadas,
as que existem e marcam, e as párias, as ajustadas com ferros nas cabeças,
as sem território,
as mulheres arrastadas pelo asfalto,
as que choram na carne a perda
as que ficaram na pedra, sem juízo algum.

Não há lugar para mim
entre os poemas perfumados à francesa,
não há lugar para mim
entre homens brancos que celebram a poesia de vitrine.

Quero o cheiro da gente, a suja,
o sabor do sangue na boca,
o poema que morde
e morde.

Patricia Porto
  

sexta-feira, 22 de julho de 2016

só para bonecas

Dara Scully

era corpo e arrebentação,
precisava expurgar em labirintos,
comer da noite sua dose de alternância

era corpo e era desejo,
não era uma ciência exata,
era faca no ventre, dama e vespeiro,
aborto de qualquer modelo de vida e ordem desgraçadas

eram vidros que lhe cortavam a cara e os cacos um chão de cozinha suja

a boneca de asfalto era fodida, a mestra da miséria,

queriam lhe arrancar os olhos e depois o coração,
a louca varrida, a grita gasta, estragada no tempo,
fruta de desterro, coisa de surrar, comer, deixar à mostra,
peitinhos amolecidos

a boneca de gente era carne de segunda,
mas de quando em quando girava
as maçanetas,
os cilindros,
os tambores,
todo maquinário da caixa
-até à última nota de doçura e queixa

Patricia Porto


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Tempestade

Pina Bausch


há uma luz que nasce do mistério
uma criação ostenta o pássaro, um pássaro negro e azul,
por isso uso perplexa mãos crispadas de espinhos bem pontiagudos,
pois estou sozinha do lado de cá
e estarei morta do lado de lá

há uma luz que revela antes da chama
o fogo que arde dentro

passageiro, me diga o que encontrou?

o grito de uma mulher
absurda, redonda, cheia,
esculpida em raios

 - não era eu (parecia)

Patricia Porto

domingo, 19 de junho de 2016

Envelhecer

Chan Krachang
Envelhecer

Estou envelhecendo. Não é uma novidade, venho envelhecendo há tempos, fragmentada em dias, meses, anos, desde do meu nascimento até agora. Farei quarenta e seis anos daqui a pouquinho e digo sinceramente esperar viver ao menos mais quarenta. Não é uma arrogância não, só vontade de viver mesmo, viver melhor o que for da minha idade, e isso não tem a ver com as dores que passeiam pelo corpo desde os trinta, tem mais a ver com a liberdade de espírito que se pode ir ganhando. Tenho algumas amigas que admiro bastante e que já passaram dos sessenta, setenta. Elas escrevem poemas, dançam nos bailes da vida, criam netos, trabalham ativamente, me mostram fotos de cidades esquecidas, lecionam, cuidam de seus gatos e cachorros, plantas, e amam, amam, amam... são feito meninas desatinadas. E quero isso pra mim.

Estou envelhecendo. Já troquei de lugar com meu filho na permuta de quem ensina e aprende. É bonito, tão bonito que eu gostaria de xingar um palavrão só para me espantar de presente. Que foda! Serei certamente uma velha desbocada. A netinha vai dizer “a vovó está assustando meu namorado”. O que fazer? Já terei perdido os sisos. Pra que tanto juízo? 

Estou envelhecendo. Mas não estou sozinha. Todo um mundo que trago comigo também vem envelhecendo comigo. Outro dia um amigo me deu umas dicas de viagem para lugares que devemos ir antes de morrer, sinal que estamos envelhecendo juntos e sábios do fim. Claro que tem esse lado triste da morte que faz parte de envelhecer. Ver suas referências, seus exemplos partindo... "Agora, minha filha, veste a camisa, pois só ficou você no jogo". Essa coisa que meu avô falava de "ser o último homem" e que só agora eu entendo porque vesti a camisa. Perdi três, quatro universos de referências no mês do meu aniversário dos quarenta. É para entristecer qualquer um que tem coração. São pedacinhos seus, são minúsculos grãos de sua mesma poeira cósmica. Despedir-se é tarefa das mais difíceis, e isso eu sinto mais que penso. Vou ali na esquina da minha humanidade chorar e volto. E volto mais velha, a velha da vez.

Estou envelhecendo de acordo com minha idade. Sinto mais dores no corpo, e minha natureza notívaga me dá trabalhos para o dia seguinte. Que dia? Ando sonâmbula pelo mundo. Se faço uma noitada, uma raridade, preciso de dias e dias para me restabelecer. Na verdade ando trocando noitadas por desenhos infantis, leituras intermináveis de Ulisses, papo com as amigas regado a café ou vinho, carinhos nos filhos, no meu cachorro, ás vezes um cineminha - fora as arrumações de papéis, gavetas, livros etc. E vou vivendo bem devagar. E é o que realmente me entusiasma, viver devagar, vou ficando lenta, naquela lentidão de existir do meu tio Inácio, eternamente deitado na rede mascando fumo. Tenho meus dias de rabugice, de ovo virado, que me lembram muito minha tia Marta, reclamando de tudo e todos, esbravejando e esquecendo, esquecendo e esbravejando. Mas acho que estou pendendo mais para tio Inácio, no exercício de ouvir mais e mais, falando menos por pura economia de saliva e aborrecimento.

Estou envelhecendo e as mortes, as quedas fazem parte desse envelhecer. Se tenho medo? Fico toda borrada só de lembrar. Mas sei que no final das contas o medo da vida nos momentos incertos é que vai ter sido maior. E o medo dos vivos, claro. Cresci com a morte por perto num lugar e tempo em que se velava o defunto na sala de casa, no quarto, na cama que o viajante dormia. Eita que Caetana nunca perdoou ninguém! Até hoje não conheci passageiro que tenha vindo de lá pra me contar como foi.

Por um tempo da minha infância vivi com três velhos e fazia parte da programação mensal ir velar um parente, vizinho, conhecido - que nem precisava ser muito conhecido não. Bastava ter bolacha, refresco de tamarindo e tia Marta ou tio Inácio me levavam a um desses eventos fúnebres. De curiosa eu ia pra olhar. E divertido era ir com tio Inácio, porque ele bebia e dançava o morto numa animação tão grande que morrer parecia festa. Tia Marta podia bem ser contratada para as rezas e choradeiras. Chorava por desconhecido, qualquer um que precisasse. Se não tinha gente chorando no velório, ela puxava e até dava ameaça de desmaio. Quando voltava pra casa nem lembrava do ocorrido a carpideira.

Estou envelhecendo com os meus velhos por dentro de mim e tenho engolido infância a todo momento, talvez faça parte desse paradoxo, o corpo ficando mais duro, a alma se esticando, se espreguiçando, uma ginástica de estar vivo para além. No meu caso, para além do esperado de tanto que enfrentei a vida para não sucumbir. Mas não sou a única nisso de resistência. Somos tantas e tantos, estamos envelhecendo de teimosos e valentes. E um passarinho me disse que vão precisar de bons contadores de histórias lá pro ano de 2035, 36. Tenho preparado meu currículo lattes vivendo esses tecidos da vida, cheios de defeitos de costura, e outros de comportamento, não sei direito. Mas até 2037, 38 ele vai estar prontinho para essas horas cheias, horas de verdadeiro banquete.

Estou envelhecendo agora, nesse momento, é um feito interminável até que se finde. Estou me preparando, pois quero envelhecer de cabeça erguida, não sei se branca, mas erguida. Não sou melhor nem pior que ninguém, por isso espero envelhecer com dignidade e dignamente. As bagagens estou diminuindo, pesos também. Estou rindo cada vez mais, tenho rugas novas em lugares inimagináveis antes e aprendo a conviver com elas do jeito que aparecem. O tempo está ai e estou indo encontrá-lo de cara limpa, braços abertos, sentimentos avulsos, com meu lado cafona, sentimentaloide, escrevendo cartas de amor ridículas. Lendo os meus amigos, lendo para a criança que nasceu dos meus quarenta e um. Porque há essas flores que só desabrocham depois dos quarenta. A escrita é uma flor que precisa de certa maturidade. 

É. Estou envelhecendo e estou feliz. Sinto-me incompleta de uma maneira muito peculiar e prosaica. Admito minhas imperfeições, cultivo incertezas e aprendo coisas novas com os mais jovens sim, as crianças principalmente, e faço isso sempre com um prazer indescritível. Consumo menos, sou mais seletiva nas palavras, pouso o olhar mais vezes naqueles que eu amo e me demoro, me demoro, me demoro...

Patricia Porto

domingo, 5 de junho de 2016

A Era de Cardumes


muitas vezes era o cardume
os peixes alinhados vesgos se debatendo,
crescendo no cardume com sonhos de cardume,
as certezas de cardume

dentro do olhos vesgos se debatiam
- quase vivos ou quase mortos

se o tempo nunca é lógico
e se as quedas são para o chão
escamas espumam até à morte

seguem suas vidas de cardume
com tentáculos e correntes,
com promessas do cardume

óleos nas pélvis,
ovários de peixes
apanhados nas redes, um caviar
os cardumes assistem a TV,
acenam continências,
entram na fila,
comem esfaimados as sujeiras fétidas
da nova Era

cuspidos de seus interiores,
os mitos, as luzes,
os monarcas, os olhos
afogam o afeto na gota

Patricia Porto

terça-feira, 31 de maio de 2016

As Barrocas


Tudo tão provisório, Rose.
Tudo tão intrigado, uma mola de suspensão. Pois veja, essa minha roupa íntima, por exemplo, ela está muito bem surrada, vem sendo amaciada pelo meu sexo e vive desses contatos provisórios com minha mais doce e ácida notícia, lembrança, pertença de mulher... Ela é uma poesia íntima como esse nome coletor que nos ordena a costura de peças para reposição das vaginas dessa elite tão mal esclarecida. 
Debruçadas sobre a janela ficamos, fumamos um baseado. Rose sabia onde escondê-lo. Ríamos do cheiro, porque passado pela revista das guardas, fumávamos outras tantas intimidades. Ah, pele, erva doce, cabelos pubianos... Fumávamos uma cigarrilha depois e íamos para o disfarce, a cigarrilha que eu comprava como criminosa ao invés do pão, o pele e osso em troca do deboche para as propagandas de boa alimentação. Brincávamos as duas de trocar palavras, como "nada, nós fumamos apenas umas cigarrinhas", era como um tapa nos que nos condenavam por sermos mulheres da cidade baixa,  nós ali brincando de jardins nos ralos da periferia, preservando os reinos vegetal, mineral e animal. 
Era tudo tão fumo no fundo que gargalhávamos das pequenas transgressões como loucas sedentas por algum caos de perto. O abismo nos unia, a solidão dos migrantes, a insensatez dos homens que nos batiam e pagavam cervejas no fim de expediente. Sonhávamos em ser mulheres barrocas como as da igreja onde íamos rezar e rir, claro que mais rir que rezar, porque éramos a escória contagiada por todo tipo de subversão aos bons costumes de qualquer época. Conversávamos longamente sobre suicídio. Era um tema recorrente, porque éramos feias, não tínhamos casa, vivíamos nas rodas dos inválidos, apanhando de um ou de outro, sem perspectivas de nada. 
Tínhamos direito ao suicídio, perguntei? Rose me disse que não, morreríamos em asilos ou manicômios, isoladas dos pequenos prazeres terrenos, morreríamos de nosso próprio esgotamento de vida, amofinadas, e morreríamos da crueldade disfarçada de bondade humana. 
Para Rose suicídio era uma terra apartada, não nos era palavra familiar como homicídio, morte a pauladas. Era um outro continente, como viajar para um país de outra língua, comprar uma peça de consumo caro, um queijo fedido, pertencia aos que podiam comprar seu bilhete sem volta.
Ela arrancou um hibisco e colocou no meu cabelo, delicada na brutalidade do corte. Nenhum homem faria algo igual, tão intenso como arrancar um hibisco em pleno dia, o sol iluminando nossas caras.
Ao barulho do sinal, às gargalhadas ainda, esse feito de nossa pequena rebeldia, voltávamos de mãos dadas para o calabouço da fábrica. Éramos barrocas sim. Atemporais também. 

Patrícia Porto


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Casinha de Bonecas & Elefantes

Dara Scully


O que importa?
Eles não me vêem, mas eu me vejo.
Eu escrevo e nas minhas veias está meu sangue,
minha corrente de incertezas corre para o centro da cidade.
Eu vejo!
A dor de perder os dentes, a dor de parir pra dentro,
a dor atávica das índias velhas nos funerais.
O que importa se me rejeitam
se não tenho tempo pária, se o corpo é todo ele um esporão,
se o destino não atendeu o chamado da Casa, das Minas.
Eu vejo bem, senhor!
Eu vejo bem, senhora!
Tenho esses dois olhos que a terra há de comer pelas beiradas.
Pelas beiradas levei um cisco no direito,
um tapa no esquerdo,
um sol bem no meio
de estampado!
Meu erro é língua,
meu nome,
minha terra saqueada,
meu tumor no olho de criança,
minha luta é língua.

Vai encarar?

    
Patricia Porto

Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos

Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Sobre Pétalas e Preces
Livro: Sobre Pétalas e Preces

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.

Livro: Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura.
Editora CRV; link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

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